234 - Casarão Agostinho Souza

Ficha Cadastral

Situação atual:Existente e abandonada.
Período:Final do século XIX.
Endereço:Rua Barão do Rio Branco, 650.
Bairro:Centro.
Área:755 m².
Proprietário Inicial:Agostinho Carlos Franco de Souza.
Técnica construtiva:Alvenaria de Tijolos.
Sistema Estrutural:Alvenaria autoportante.

Linguagem Formal

Eclética.

  Colaboradores: Gabriela Stenger Born da Costa

Histórico e Curiosidades

O imóvel fica situado no encontro entre a Rua Barão do Rio Branco e a Avenida Visconde de Guarapuava e sua origem remonta ao final do século XIX, com registro mais antigo datado de 1894. A edificação foi uma das primeiras residências da Rua Barão do Rio Branco, via concebida como símbolo do progresso e da ligação entre o centro e a nova estação ferroviária. Foi construída para o coronel e industrial de erva-mate Agostinho Carlos Franco de Souza e sua esposa Eulalia de Lima e Souza, professora pública.

Posteriormente, o casarão foi alugado para ser utilizado como sede do Departamento do Serviço de Trânsito, atual Departamento de Trânsito do Paraná. A partir de 1937, pertenceu à Alice Monteiro da Silva Carneiro, esposa de Cel. David Antônio da Silva Carneiro, também um coronel e industrial. Carneiro foi dono de uma das principais indústrias de erva-mate do Paraná, o engenho David Carneiro e Companhia.

Em seguida, a propriedade passou para o filho do casal, Newton Isaac da Silva Carneiro, que foi deputado federal, professor, acadêmico e autor de diversas obras sobre história e cultura paranaense, além de atuar na área de pesquisa e desenvolvimento florestal.

O imóvel foi vendido novamente em 1971 e recebeu variados usos, como primeira sede da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná e diversos estabelecimentos comerciais, como loja de sapatos, lanchonete e, principalmente, o Comércio de Automóveis Visconde, que comercializava veículos usados. Ao longo dos anos, a planta interna e a fachada sofreram alterações, sendo que as esquadrias do pavimento térreo foram perdidas.

Em 1998, o casarão passou por um processo de restauro. Entretanto, os estabelecimentos deixaram de ocupá-lo pouco tempo depois, sendo que está completamente abandonado desde o início dos anos 2000. Atualmente, a edificação preserva sua configuração e ornamentação originais da fachada do pavimento superior, assim como alguns aspectos internos, como pisos e escada de madeira maciça, servindo de testemunho da Curitiba da virada do século XIX para o XX, período de grande crescimento e transformação.

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